A economia e os direitos humanos são porventura os dois conceitos que
mais terão contribuído para o progresso da humanidade: a economia para a
libertar da necessidade e os direitos humanos para a libertar do medo.
Para além de partilharem um objetivo comum, as pessoas, estão ainda
intimamente ligados por outros motivos. Com efeito, existe uma dimensão
económica nos direitos humanos assim como uma dimensão de direitos
humanos na economia. Por um lado, a promoção dos direitos humanos exige a
mobilização de recursos e, por outro lado, a eficácia e a eficiência
das decisões económicas pressupõem um significativo grau de liberdade do
agente económico.
Esta obra aborda um vasto conjunto de direitos humanos, políticos,
económicos, sociais e culturais, e a sua articulação com os princípios
da economia. Examina também o papel desempenhado pela ciência económica
na desconstrução da sociedade dos direitos humanos em resultado de uma
inversão de valores que instituiu a economia como finalidade, passando a
sociedade a estar submetida aos seus propósitos.
Falar em Direitos Humanos é falar
dos Direitos dos Cidadãos, daquilo que é necessário como garantia dos
Direitos Fundamentais e Deveres Individuais e Coletivos (conforme o
Título II da Constituição de 1988 - CF/88). Essa é uma das principais
atribuições do Estado, entendido como um Estado Democrático de Direito
(art. 1o da CF/88) que deve garantir, entre outras coisas: "direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" (art. 5o da
CF/88).

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