domingo, 20 de janeiro de 2013

O papel dos Direitos Humanos na Politica Democratica



O Estado social e democrático de direito
seria a estrutura adequada para coibir os riscos
mais sérios aos direitos individuais, impostos pela
modernização das sociedades em todo o mundo.
De um lado, a ameaça da tirania da maioria presente
nos regimes democráticos e, de outro, a
ameaça do empobrecimento da população,
impostas pelas economias capitalistas desreguladas
Assim, para o estatalismo os direitos
humanos seriam entitlements que os indivíduos
possuem, os quais, em caso de violação ou
ameaça podem ser instrumentalizados em claims
dirigidos ao Estado. Os titulares dos direitos
humanos são os indivíduos, a sua garantia é dever
da autoridade política, seu instrumento privilegiado
é o sistema jurídico/judicial. Embora haja
diferenças significativas quanto ao conteúdo dos
direitos humanos entre aqueles que adotam a perspectiva
estatalista, eles têm em comum uma concepção
institucional de direito a partir da qual
pensam a proteção dos direitos humanos por normas
imperativas apresentadas pelo Estado. Alguns
admitem a promoção de direitos econômicos,
sociais e culturais por meio de políticas públicas
de maior ou menor amplitude. Podem reconhecer
a relevância de formas de democracia participativa,
mas não exploram suas consequências teóricas
para o modelo de direito que adotam.
Os indivíduos tendem a ser dissolvidos na
figura do cidadão, membro da comunidade política.
Em outras palavras,, os titulares dos direitos
humanos são identificados aos indivíduos cidadãos,
participantes do processo de formação
e de legitimação da sociedade política. Assim, a
proteção dos direitos humanos pelo Estado seria
decorrência de um pacto constitucional hipotético,
a contrapartida da autoridade política à
cessão, pelos indivíduos, de seus direitos de autogoverno.
Numa outra versão, os direitos humanos
poderiam ser considerados a expressão das
condições básicas, essenciais, para o funcionamento
de um Estado democrático de direito. Caso
fossem violadas, isso por si só já significaria um
sinal de ausência desse Estado

A exclusividade da implementação dos direitos
humanos pelos Estados justifica-se pela sua
legitimidade e capacidade em comparação com
outras organizações internacionais. O Estado é o
agente político mais próximo dos destinatários
tanto em termos institucionais como culturais, o
que lhe garante uma maior capacidade para a
execução de uma agenda ampla de direitos
humanos. A legitimidade das autoridades estatais
contornaria as objeções ao direito internacional
dos direitos humanos, como seletividade, baixa
capacidade e etnocentrismo.

2 comentários:

  1. os direitos humanos são pra todos sendo ricos ou pobres pois e uma pena que tem pessoas que julgam-se mais importantes do que outras

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